Take a Look
domingo, 28 de abril de 2013
" I'm going through changes"
Sempre achei isso, mas agora mais ainda, acho que tenho mudado tanto que posso estar colocando meu relacionamento em risco. Se antes eu adorava passar o fim de semana em casa vendo filme, agora eu daria tudo por uma noite na Lapa com amigos... infelizmente meu namorado não acompanha essas mudanças e se sente preterido. Eu entendo, mas o que posso fazer? Na verdade não sei se o que me incomoda mais é o fato de eu estar mudando ou o de ele não mudar. Talvez os dois juntos.
sábado, 4 de agosto de 2012
A voz
Se tem uma voz que ainda me dói é aquela que diz que você não é meu.
Que só está de passagem, e mais cedo ou mais tarde vai chegar e dizer "você tinha razão".
Essa voz que diz que você está comigo por engano.
Sem querer achou que eu era alguém que ficou só no sonho, que ficou pra trás.
Você diz que é bobagem mas já provou ser verdade que não sou a quem você pertence.
Eu não te interesso. Não mais. Não há muito tempo.
Naquele dia em que se deixou inspirar e me colocou de lado foi quando você falou mais alto e teve mais certeza de você.
Eu nunca te dei essa certeza e há tempos não te inspiro.
Não daquela forma de elevadores e canetas perdidas.
Tento esquecer, fingir que não ouvi,
mas será que dá?
Já pedi, rezei e chorei, mas a voz ainda sussurra que esse dia vai chegar.
Então...
cabe a mim esperar que a menina de vestido vermelho um dia venha te buscar...
domingo, 18 de setembro de 2011
Pra sempre nunca mais
Estou me recuperando bem, eu acho...
Ainda penso nisso às vezes... Ainda sinto tristeza e sofro...
Mas não sinto mais ódio. Não, isso não...
Fico aqui tentando, até agora, entender o por quê disso tudo.
Fico aqui sentindo vergonha em ter acreditado que entre nós tudo era perfeito.
Como uma criança tola que acredita que o mundo é bonito, até que conhece a fome.
Alguém que acredita no amor, que aprendeu que isso é a coisa mais poderosa e se viu destruída por ele.
Alguém que ouviu que era única no mundo
e descobriu que estava longe de ser...
Bem longe...
A confiança, da qual tanto se orgulhava, era na verdade burrice.
Será?
Será que eu estava fazendo algo errado?
Será que eu devia desconfiar, vigiar ou até seguir? Será que eu estava sendo tola em acreditar em cada palavra que me dizia?
Em quê eu errei? Não dei carinho suficiente?
Fazia um tempo que eu não estava recebendo carinho o suficiente.
Já havia me queixado de ser deixada de lado em algumas ocasiões.
Nem por isso passou pela minha cabeça em algum momento fazer algo semelhante.
E agora depois de tanto tempo caminhando com antolhos, porque você me bastava, eu olho para os lados.
Como se meu olhar não tivesse mais exclusividade.
Porque você perdeu este direito.
Não, não perdeu.
Você renunciou dele.
Não me sinto mais tão perto de estar completa.
Pelo contrário, agora há um buraco negro em mim, que puxa o que está em volta, tentando se fechar.
Tentando se estabilizar.
E procura isto inclusive em você...
Nem sempre encontra.
Eu já não sabia o que era isso de ter um abismo no peito.
Ainda não entendi como funciona, como sair daqui.
O que se faz agora?
Como se repara isso?
É deixando você?
É permanecendo ao seu lado e desconfiar pra sempre?
"Pra sempre"...
Te incomoda que não sei mais te dizer estas palavras.
Você me diz "eu te amo", eu te respondo com palavra e sentimento.
Você me diz "eu te amo pra sempre", eu te respondo com silêncio e vazio.
Já sou incapaz de acreditar.
Engraçado...
O pior de tudo é que eu nunca vou ser o suficiente.
E eu acho que a "culpa", é minha, porque eu me tornei alguém diferente daquela que você "conheceu". Tanto em gostos, como escolha de carreira.
"Eu gostaria de namorar alguém que produzisse alguma coisa..."
Essa frase ecoa na minha cabeça desde o momento que você a disse, meses atrás...
Como o destino das pessoas é reescrito por pequenas escolhas, não é?
Um dia ela te disse "não". E se fosse um "sim"?
E se eu tivesse nunca tido um espaço na sua história?
E se essa história fosse dela?
Eu estaria melhor agora?
Você estaria?
Talvez a graça da vida seja esta...
Dizem que não devemos querer voltar atrás, porque aprendemos com nossos erros.
Eu não sei o que eu aprendi.
Não sei nem o que errei.
Errei em amar a ponto de ficar cega?
Errei em confiar em quem dormia ao meu lado?
Ou foi você que errou em não dar valor a esta confiança?
É uma pena.
Porque esta, do jeito que era, não volta nunca mais.
domingo, 7 de agosto de 2011
Inveja boa
"Sabe inveja boa?"
Mas não é inveja boa não, é inveja ruim mesmo. Ódio mortal. No final, só vai sobrar a gente...
Mas não é inveja boa não, é inveja ruim mesmo. Ódio mortal. No final, só vai sobrar a gente...
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Eu entendia
Eu pedi que você fosse comigo.
Você disse que precisava ir pra casa.
Eu entendi.
Pediu que eu fosse com você.
Eu aceitei.
Então você mudou de planos.
Disse que ficaria comigo para eu não ficar sozinha, mas eu já estava sozinha mesmo com você ao meu lado.
Nem olhava pra mim.
Então disse que me daria atenção, mas as únicas palavras que saiam da sua boca eram de protesto à demora de minha mãe.
Foi embora dizendo que ela precisava de você.
Eu entendi.
Você ligou dizendo que passaria outra noite aí.
Eu entendi outra vez.
Eu queria sair.
Beber e rir.
Fui com minha mãe e minha tia.
Eu bebi, mas quanto ao sorriso...
Sumiu quando me perguntaram onde você estava.
Respondi na casa de uma amiga.
Ela me olhou sem entender.
Tive que explicar por que eu estava saindo com minha mãe e minha tia num domingo à noite e meu namorado foi dormir na casa de outra pessoa.
Ela entendeu também.
A noite passou relutando em me deixar adormecer.
Amanheceu, você ligou para dizer que ficaria aí mais uma vez.
Eu já não entendia mais.
Chorei.
Pedi que vc voltasse.
E você me disse para ir aí.
De noite, sozinha.
Disse que não havia perigo.
Houve um tempo que vc não gostava nem que eu ficasse na faculdade até mais tarde.
Me senti pior.
Onde estava sua preocupação comigo?
Onde estava toda aquela vontade de ir pra casa?
Onde estava toda aquela vontade de me ter por perto o tempo todo.
Me lembro de você magoado comigo porque eu queria passar um fim de semana com minha mãe depois de duas semanas sem vê-la.
Me lembro de você reclamando quando eu saia da sua casa quando ela precisava de mim.
Me lembro de ter seguido cada passo seu antes e depois da sua viagem.
E você de repente desaparece por três dias.
Me fazendo sentir sozinha.
Sozinha de uma forma estranha.
Não sozinha de "logo ele volta".
Mas completamente sozinha.
E então você prometeu que no dia seguinte voltaria.
Você viria me ver? Claro que não.
Se eu quisesse te ver teria que ir pra sua casa, porque era pra lá que você iria.
Me ligou de manhã pedindo que eu arrumasse minhas coisas para passar a noite e o dia que viria com você.
Eu o fiz.
No meio do caminho, você liga novamente dizendo que ficaria aí mais uma vez.
Eu não acreditei.
Fiquei sem palavras.
"Amanhã a gente vê como vai ser."
Desliguei o telefone.
Não queria mais ouvir nada de você.
Fiquei muda o dia inteiro.
Sozinha daquele jeito estranho, mais do que antes.
E continuo assim até agora.
Cada vez que você liga, eu sinto que vai adiar mais uma vez o nosso encontro.
Eu só queria te lembrar uma coisa: Você quer apoiar seus amigos, ajudar, ótimo! Aprecio muito isso. Mas não se esqueça que você não é o único no mundo. Existem outras pessoas na vida dela e é você que está cumprindo a função que é deles. E para isso, está me deixando de lado. Ela não é sozinha no mundo. Ela tem alguém que tem o dever de apoiá-la. Eu estou aqui! Aqui! Esperando receber de você o carinho que agora você dedica todo a ela.
Sim, eu entendia.
Agora, não entendo mais.
Você disse que precisava ir pra casa.
Eu entendi.
Pediu que eu fosse com você.
Eu aceitei.
Então você mudou de planos.
Disse que ficaria comigo para eu não ficar sozinha, mas eu já estava sozinha mesmo com você ao meu lado.
Nem olhava pra mim.
Então disse que me daria atenção, mas as únicas palavras que saiam da sua boca eram de protesto à demora de minha mãe.
Foi embora dizendo que ela precisava de você.
Eu entendi.
Você ligou dizendo que passaria outra noite aí.
Eu entendi outra vez.
Eu queria sair.
Beber e rir.
Fui com minha mãe e minha tia.
Eu bebi, mas quanto ao sorriso...
Sumiu quando me perguntaram onde você estava.
Respondi na casa de uma amiga.
Ela me olhou sem entender.
Tive que explicar por que eu estava saindo com minha mãe e minha tia num domingo à noite e meu namorado foi dormir na casa de outra pessoa.
Ela entendeu também.
A noite passou relutando em me deixar adormecer.
Amanheceu, você ligou para dizer que ficaria aí mais uma vez.
Eu já não entendia mais.
Chorei.
Pedi que vc voltasse.
E você me disse para ir aí.
De noite, sozinha.
Disse que não havia perigo.
Houve um tempo que vc não gostava nem que eu ficasse na faculdade até mais tarde.
Me senti pior.
Onde estava sua preocupação comigo?
Onde estava toda aquela vontade de ir pra casa?
Onde estava toda aquela vontade de me ter por perto o tempo todo.
Me lembro de você magoado comigo porque eu queria passar um fim de semana com minha mãe depois de duas semanas sem vê-la.
Me lembro de você reclamando quando eu saia da sua casa quando ela precisava de mim.
Me lembro de ter seguido cada passo seu antes e depois da sua viagem.
E você de repente desaparece por três dias.
Me fazendo sentir sozinha.
Sozinha de uma forma estranha.
Não sozinha de "logo ele volta".
Mas completamente sozinha.
E então você prometeu que no dia seguinte voltaria.
Você viria me ver? Claro que não.
Se eu quisesse te ver teria que ir pra sua casa, porque era pra lá que você iria.
Me ligou de manhã pedindo que eu arrumasse minhas coisas para passar a noite e o dia que viria com você.
Eu o fiz.
No meio do caminho, você liga novamente dizendo que ficaria aí mais uma vez.
Eu não acreditei.
Fiquei sem palavras.
"Amanhã a gente vê como vai ser."
Desliguei o telefone.
Não queria mais ouvir nada de você.
Fiquei muda o dia inteiro.
Sozinha daquele jeito estranho, mais do que antes.
E continuo assim até agora.
Cada vez que você liga, eu sinto que vai adiar mais uma vez o nosso encontro.
Eu só queria te lembrar uma coisa: Você quer apoiar seus amigos, ajudar, ótimo! Aprecio muito isso. Mas não se esqueça que você não é o único no mundo. Existem outras pessoas na vida dela e é você que está cumprindo a função que é deles. E para isso, está me deixando de lado. Ela não é sozinha no mundo. Ela tem alguém que tem o dever de apoiá-la. Eu estou aqui! Aqui! Esperando receber de você o carinho que agora você dedica todo a ela.
Sim, eu entendia.
Agora, não entendo mais.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Sonhei
Sonhei que amanhã era a festa do nosso casamento.
Você voltava de viagem, tinha comprado uma roupa que não me deixou ver e disse que eu precisava arrumar um vestido.
Todos já sabiam, menos eu. Você tinha deixado tudo combinado antes de ir. Mas como não queria que eu soubesse, não deixou que ninguém me levasse pra experimentar vestido nenhum.
E conseguiu me surpreender, já que não estávamos nem noivos! Você disse que me daria uma aliança de noivado quando fizessemos um ano (e por isso achei que era piada quando você disse não saber o que me dar na data). Então eu achei que esse dia ainda fosse demorar alguns anos - isso se viesse.
Você me mostrou as alianças, só pra ter certeza que cabiam no meu dedo. Eram de ouro branco, "porque eu sei que você nunca usa dourado", você disse.
E eu saia em busca do vestido. Sabia exatamente como queria que fosse, embora nunca tivesse pensado nisso antes. Pra mim, ainda que a gente casasse, não haveria uma cerimônia.
E tinha um monte de gente envolvida, gente que eu nunca imaginaria - e talvez nunca tivesse convidado...
E o sonho termina assim: você indo ajeitar os últimos detalhes e eu, apreensiva, me preparando para um verdadeira jornada para achar o vestido que queria.
Eu sabia que isso o deixaria feliz, por isso não questionei nada. Mesmo não querendo uma cerimônia, eu faria por você. Mesmo achando que ainda era muito cedo pra casar, não estragaria tudo assim na véspera. E mesmo admirando a surpresa, desejei que você tivesse me dito, para que desse tempo da gente conversar.
Você voltava de viagem, tinha comprado uma roupa que não me deixou ver e disse que eu precisava arrumar um vestido.
Todos já sabiam, menos eu. Você tinha deixado tudo combinado antes de ir. Mas como não queria que eu soubesse, não deixou que ninguém me levasse pra experimentar vestido nenhum.
E conseguiu me surpreender, já que não estávamos nem noivos! Você disse que me daria uma aliança de noivado quando fizessemos um ano (e por isso achei que era piada quando você disse não saber o que me dar na data). Então eu achei que esse dia ainda fosse demorar alguns anos - isso se viesse.
Você me mostrou as alianças, só pra ter certeza que cabiam no meu dedo. Eram de ouro branco, "porque eu sei que você nunca usa dourado", você disse.
E eu saia em busca do vestido. Sabia exatamente como queria que fosse, embora nunca tivesse pensado nisso antes. Pra mim, ainda que a gente casasse, não haveria uma cerimônia.
E tinha um monte de gente envolvida, gente que eu nunca imaginaria - e talvez nunca tivesse convidado...
E o sonho termina assim: você indo ajeitar os últimos detalhes e eu, apreensiva, me preparando para um verdadeira jornada para achar o vestido que queria.
Eu sabia que isso o deixaria feliz, por isso não questionei nada. Mesmo não querendo uma cerimônia, eu faria por você. Mesmo achando que ainda era muito cedo pra casar, não estragaria tudo assim na véspera. E mesmo admirando a surpresa, desejei que você tivesse me dito, para que desse tempo da gente conversar.
sábado, 25 de dezembro de 2010
o que é?
Não sei se é solidão, saudade ou tédio.
Não sei nem se é inveja, manha ou egocentrismo.
Só sei que me irrita você falando nessa lingua sabendo que eu não entendo.
Me magoa você me ignorando pra dar atenção a pessoas com quem você está passando 800 horas.
Me entristece e estressa o fato de você ter querido ficar todo esse tempo aí.
Me aborrece você ter escolhido ficar longe de mim.
Tenho medo até de você voltar diferente.
Inclusive em relação a mim.
Não, eu não estou bem.
Sim, eu estou sozinha.
Não, eu não estou me divertindo.
Sim, eu sinto sua falta.
Desculpa.
Não sei nem se é inveja, manha ou egocentrismo.
Só sei que me irrita você falando nessa lingua sabendo que eu não entendo.
Me magoa você me ignorando pra dar atenção a pessoas com quem você está passando 800 horas.
Me entristece e estressa o fato de você ter querido ficar todo esse tempo aí.
Me aborrece você ter escolhido ficar longe de mim.
Tenho medo até de você voltar diferente.
Inclusive em relação a mim.
Não, eu não estou bem.
Sim, eu estou sozinha.
Não, eu não estou me divertindo.
Sim, eu sinto sua falta.
Desculpa.
